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_ Não fale com estranhos! Se alguém lhe oferecer um doce, bala....recuse e se estiver sozinho, não tenha vergonha de correr!
Sabe quando sua mãe ou avó falavam:
Esses conselhos tão preciosos não desapareceram com o tempo e ainda hoje, principalmente na era digital em que crianças se comunicam com outras crianças (mesmo sem conhecê-las) por meio das redes sociais, eles são muito mais necessários.
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Quando crescemos, esquecemos esse conselho e falamos com desconhecidos no ponto de ônibus, no metro, no supermercado, nos chats (redes sociais) etc, muitas vezes contando coisas da nossa intimidade e da nossa família. Mas cuidado, não devemos confiar demais só por que o outro tem uma feição aparentemente confiável.
A violência urbana nos afastou das pessoas, nos encaminhou ao isolamento e ao medo. O outro deixou de ser visto como indivíduo para transformar-se em alguém capaz de nos enganar e ameaçar.
Bem, somos adultos e podemos julgar e ocultar informações , mas e a criança? Crianças observam os pais falando com estranhos todos os dias, então como saber quem é estranho e quem não é?
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Observe essa situação: Michele Melo, 2 anos, é esperta, elétrica, simpática e muito falante com os pais, os avós, a empregada e a babá. Mas basta sair de casa e encontrar alguém que não seja tão íntimo para a menina se enroscar entre as pernas da mãe, a nutricionista Adriana de Faria Melo, 34. "Michele estranha o porteiro do condomínio, que a vê todos os dias, e até os primos", conta Adriana. Sempre que a filha reage dessa forma, a mãe pede à menina para não se esconder e cumprimentar as pessoas. "Tenho de ensiná-la a ser educada e responder aos cumprimentos, mas não a forço", diz Adriana. É normal a criança esquivar-se de desconhecidos ou de pessoas que não participam de seu convívio familiar logo que chega a um lugar ou se depara com o novo.
O ideal é ir conversando com a criança somente a partir do momento que ela se insere em outro grupo social que não a família. Então quando começa a frequentar a escolinha, quando vai as festinhas infantis, etc. Falamos com pessoas que não conhecemos, mas é preciso ter maturidade para entender que não devemos nos distanciar de nossos familiares sem a devida permissão.
Quando a criança atinge os 6/7 anos e está nos primeiros anos escolares é comum os pais ensina-los o endereço e número do telefone. Porém devemos orientá-los a não dar informação de onde mora, com quem, número de telefone, ou seja, informações de localização da moradia para qualquer pessoa que diz oferecer ajuda.
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- Não diga "Não fale com estranhos". Isso fará com que ele veja o mundo inteiro como um lugar inseguro, quando na realidade apenas uma pequena porcentagem de pessoas pode prejudicá-lo. Em vez disso, diga: "Quase todas as pessoas são boas, mas algumas pessoas podem fazer coisas ruins."
- Utilize métodos de ensino mais eficazes, por exemplo, em vez de mensagens ultrapassadas como "Não fale com estranhos", utilize:"Veja como os estranhos devem se comportar ... Eles até podem sorrir e dizer olá, mas devem seguir em frente e não devem tentar conversar com você."
- Se o seu filho estiver perdido ou ameaçado, você quer que ele se sinta seguro em pedir a ajuda de um adulto. Então oriente seu filho a procurar primeiro por um policial fardado, um segurança de shopping, uma funcionária de loja ou uma mãe com filhos - todos adultos susceptíveis de serem seguros e úteis.
- Deixe claro que é apropriado uma criança se aproximar de um adulto desconhecido para pedir ajuda se necessário, mas não é bom um adulto desconhecido se aproximar de uma criança. Diga-lhe que isto se aplica principalmente se um estranho lhe pedir para ajudar a encontrar um animal, comer algum doce ou entrar em seu carro. Nessa situação, seu filho deve gritar e correr até o adulto mais próximo para obter ajuda.
- A maioria dos crimes contra as crianças não são cometidos por estranhos. A grande maioria dos danos é feito por pessoas que as crianças conhecem - um cônjuge alienado, babá, etc. Seu filho não deve temer a todos os estranhos, mas não deve ter uma fé cega em todos os "amigos" também.
- Ensine seu filho a reconhecer, a confiar e agir sobre seus instintos. Ajude-o a responder rapidamente e a se proteger sempre que ele receber um sinal interno de que algo não está certo.
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Beijocas
Cris Chabes




























