BABY BLUES...

quarta-feira, janeiro 19, 2011Alessandra Marques

Olá queridas!

Já fiz essa postagem no meu próprio blog há muito, muito tempo... Mas hoje, ao começar à escrever, lembre-me dela... Ultimamente meus sentidos estão tão aguçados... Semana passada derrepente tive um click e  ao ler aquela mensagem sobre a Casa Queimada eu senti desejo imediato de compartilha-lo pelo Recanto... E hoje a mesma coisa... Talvez hajam mamães á fim de saber mais sobre o que é o Baby Blues...

Pessoal, primeiro vou colocar algumas informações sobre o assunto que extrai de um site. Achei que esta é uma boa descrição e posteriormente vou contar como foi a minha experiência.
 
Baby Blues: Melancolia pós parto
A forma mais branda da depressão pós-parto é conhecida como baby blues, ou melancolia do pós-parto. Surge, na maioria das vezes, até o quarto dia do nascimento do bebê e dura até no máximo uma semana, tendo sintomas parecidos com os da depressão pós-parto.
Mais de 80% das mulheres têm o baby blues que, diferente da depressão pós-parto, não é uma doença. A depressão pós-parto pode aparecer a partir da segunda ou terceira semana, mas na maioria das vezes, surge na sexta semana. Um baby blues muito intenso e longo demais pode ocasionar adiante uma depressão pós-parto mais grave.
Por isso é importante acompanhar todas as mulheres na primeira semana depois do nascimento do filho.
Casos mais drásticos são conhecidos como psicose puerperal (pós-parto). Os sintomas são mais radicais: a mãe sofre confusão mental, delírios, tem idéias esquizofrênicas.
Existem casos de mães que matam filhos depois do parto, mas as psicoses puerperais são muito raras - acontecem dois casos a cada mil nascimentos.
Há diferenças enormes entre psicose puerperal e a depressão.
Quando a mãe tem psicose puerperal, há grandes chances, cerca de 50%, de repetir o estado na gravidez seguinte. Enquanto nas depressões pós-parto, não há relação entre uma gestação e outra.
Apesar de não existir prevenção, é possível tratá-la com remédios, dependendo do caso. Não há um remédio específico para depressão pós-parto, mas há casos em que torna-se preciso usar antidepressivos tradicionais para tirar a mãe desse estado.
No entanto, se a mulher estiver amamentando, não é aconselhável que ela tome esses medicamentos.
Segundo dr. Bernard Goose, professor de Psiquiatra da Criança e do Adolescente na Universidade Sorbonne, na França, a comunidade pode dar uma ajuda fundamental. Independente do atendimento psiquiátrico, cada país deveria criar suas próprias redes de convivência.
No passado, havia convivência entre mulheres de gerações diferentes. Isso desapareceu da organização atual da sociedade. As jovens mães devem ouvir a experiência de mulheres mais experientes.
O depoimento de outras mães é fundamental para que ela se identifique: realmente não é tão fácil assim ter um bebê e a futura mamãe não precisa sentir-se culpada por ter dificuldades com a maternidade, outras mães, antes dela, já rejeitaram seus filhos quando nasceram. O papel da família é crucial.
Quando o quadro depressivo diminuir, não há tratamento melhor que o contato da mãe e filho.
Desde que não seja imposto, restabelecer o vínculo entre a mãe e o filho é o melhor antidepressivo.



Legal... Entendi tudo lendo o texto, mas confesso que sentir na pele essa emoção é PUNK!!!


Tenho certeza que vivi um baby blues intenso. Vou resumir para vocês...
Na volta da maternidade, optei por passar a primeira quinzena na casa de minha mãe que tirou férias exclusivamente para ficar comigo e o bebe nesse período. Ao colocar os pés na casa dela, tive uma inexplicável crise de choro. Era uma tristeza profunda, que vinha de dentro de mim, mas que não tinha nenhuma razão de ser! Meu parto foi perfeito, meu bebe era perfeito e saudável, nada estava nos faltando, TODOS estavam felizes e eu estava sendo acolhida da mesma forma que o bebe.
Os dias que se guiram foram terríveis. O fato de não conseguir amamentar era um agravante aos sintomas que eu estava apresentando. Eu sentia uma carência estranha em relação ao marido e à minha mãe. Uma sensação de insegurança, medo, dependência, incapacidade... Eu sentia medo de cuidar do bebe, não me sentia preparada para desempenhar aquele papel... E chorava, chorava, chorava, chorava...
Era um choro angustiado e desesperado. Eu não queria que as pessoas me questionassem sobre as razões de tantas lágrimas... Eu não sabia responder, mas queria apenas que entendessem que eu sentia a necessidade de colocar para fora aquele sentimento... Algumas pessoas não entendiam e chamavam de "frescura", outras já tinham passado pela experiência e se mostraram muito solidárias.
O baby blues dura um período relativamente curto, mas enquanto vc está vivenciando parece que não terá fim. O meu durou cerca de duas ou três semanas, mas para mim foi uma enternidade.
Depois de 15 dias eu voltei para minha casa, mas já me sentia melhor. Na verdade me senti completamente livre de todas as sensações de insegurança somente depois de uns 3 meses, mas a melancolia passou sim. Família, amigos, compreensão, tudo isso é parte essencial da superação dessa fase.
Existe também uma questão hormonal que explica essa súbita tristeza. Enquanto grávida os hormônios estão bombando e ocorre uma queda brusca quando nasce o bebe. Gente é um período ruim, mas eu queria que vcs se apegassem na certeza de que se for um baby blues VAI PASSAR. Pode parecer que não, mas vai passar! Procurem ser fortes e enfrentar o período com esta certeza: VAI PASSAR...
 
UM BEIJO ENORME!

 

http://www.sermaequeviagem.blogspot.com/

VEJA MAIS POSTAGENS

8 comentários

  1. Parabéns pelo post Alê!

    Com certeza vai ajudar muitas futuras mamães essas informações e aquelas que passaram por isso, ou venham a estar assim, poderão ter o conforto que é um período e passa.

    Eu não tive isso, graças a Deus! mas achei interessante saber mais detalhes, pois sempre estamos conhecendo pessoas, também tenho sobrinhas que irão casar, ter filhos, assim a gente já sabe como pode ajudar caso necessário, ou seja, compreendendo e apoiando.

    Beijos carinhosos e fiquem com Deus!
    Cida.

    ResponderExcluir
  2. Hoje eu penso que passei por isso.
    Na época nem sabia do que se tratava e só me culpava por não estar 100% feliz e radiante como todos esperavam... chorava escondido, abafando com o travesseiro.
    Mas passou, com o tempo passou. Não sei dizer ao certo quanto tempo foi...
    Mas confesso que me doeu a reação de algumas pessoas ao me ver um pouco desanimada. Como se eu fosse uma fresca, mimada, ingrata ou qualquer coisa pior...
    Falta de sensibilidade total.
    BJos

    ResponderExcluir
  3. Parabéns pela postagem.
    Chorei ao ler seu texto, relembrei tudo o que passei.
    No meu caso foi depressão pós parto e vários fatores contribuiram para o meu estado de depressão: não gostava da cidade nova (na época Santos), tinha saido do emprego p/ mudar p/ Santos, longe da família, tive problemas com a nestesia, queria muito amamentar e não tinha leite, arrumei uma babá que quase matou meu filho etc.
    Por pouco não entrei em psicose puerperal, não cheguei sentir vontade de matar meu filho, mas eu achava que ele queria me matar com o choro.
    Reconheci que não estava bem e pedi ajuda, minha família me levou de volta p/ o RJ e me tratei com antidepressivo. Me senti melhor logo nas primeiras semanas de tratamento.
    Nada disso tem relação com falta de amor pelo filho, é uma doença que precisa ser tratada. O importante é não ter preconceito e pedir ajuda quando necessário.
    Mais uma vez, parabéns pelo post.
    Bjks

    ResponderExcluir
  4. Eu passei por isso mas foi bem leve, jah haviam me alertado entao fiquei de olho, mas duroy uns 3 dias.

    ResponderExcluir
  5. Passei pelo baby blues, depressão pós parto e todo mundo ainda me falava pq a tristeza vc tem um filho lindo, bonzinho e um marido que te ajuda. Bem, não é só isso. Mesmo amando imensamente o meu filho tinha medo de não saber cuidar ou fazer mal a ele.
    Felizmente com tratamento estou bem! E sempre fazendo de tudo para a dpp não voltar!

    ResponderExcluir
  6. Olá....
    Sou mamãe blogueira a pouco tempo e tenho acompanhado o blog de vocês... Seus posts são ótimos... Parabénssss...

    ResponderExcluir
  7. Alê estou emocionada com seu post, vivi a mesma coisa e também demorou cerca de 3 meses para eu me sentir mais segura e feliz com a nova situação.

    Sinto muito por ninguém ter me alertado durante a gravidez, por isso, sempre que posso e com muito jeito, abordo esse assunto com as gravidinhas... enquanto passava pelo baby blues não me compreendia e isso só piorou a situaçào.

    Vou indicar seu post para umas queridas.

    Parabéns pela abordagem.

    Bjs

    ResponderExcluir
  8. Ola meninas! Primeira vez por aqui! Pesquisando sobre o assunto achei esse blog! Estou passando por isso... Tenho medo de evoluir para uma dpp, pois meu filho ja vai fazer 2 meses! Geralmente a trsteza, angustia e medo aparecem a noite e melhoram pela manhã! Não me abro mto com as pessoas pois não quero todos preocupados comigo... Enfim, não é facil!! Bjs!!

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar, ficamos felizes!