Educando a nova geração

quinta-feira, outubro 13, 2011Alessandra Marques


Vemos de tudo quando ligamos a TV em algum noticiário. Mas fico extremamente assustada com o alto índice de notícias relacionadas à violência contra crianças e de filhos contra os pais. Na minha época ( mais de 30 aninhos se passaram...rs), uma palmada resolvia parte dos problemas e o resto ficava por conta de um bom castigo. Na minha época... Hoje em dia as opiniões se dividem muito e não existe nenhum método que possamos concluir que seja o mais correto. Por exemplo, existem as mães/pais que são à favor da palmada e as que são totalmente contra... Existem as que acreditam que um  castigo resolve e outras que afirmam que o diálogo contínuo é a melhor saída... Para mim está claro que a  geração que está se formando não pode mais se educada e ensinada como “na minha época”. Para essa galerinha que vem  por ai, estamos “sem manual” específico, sem referência definida e para nós, mães e pais deste século fica o desafio de tentar fazer um bom trabalho como pais com o que dispomos de conhecimento, crenças e valores. E ainda assim, acho que com acertos e erros não existem garantias de sucesso... Existem probabilidades apenas... Difícil tarefa né gente?


Quero dividir com vocês uma matéria breve que li sobre o tema, bem interessante:


A criação dos filhos é uma grande responsabilidade, principalmente para as mães modernas. Como saber qual melhor educação para os filhos? Qual a hora de frear e de liberar as crianças e jovens para novas experiências? Essas e outras dúvidas são comuns quando o assunto é a tarefa de criação dos filhos.
As maiores dúvidas são de ordem prática.

Até quando a criança deve usar chupeta? E fralda? Quando pode andar de ônibus? E sair sozinha? É como se as pessoas tivessem perdido as referências quanto a serem pais e mães, como se esperassem por uma resposta pronta, tipo manual do usuário para os filhos", explicou o psicólogo Miguel Gomes, do Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem, CPPL (PE).
O profissional explica que nas décadas de 70 e 80 os pais enfrentaram a autoridade paterna, mas a atual geração vive a experiência de criar os filhos sem uma referência marcante. "Vivemos um tempo em que os pais estão aprendendo a serem pais e mães em uma sociedade plural e democrática, na qual os laços de autoridade e respeito não estão construídos dentro de relações de hierarquia pré-estabelecida", disse.
Para o psicólogo, os maiores desafios de ser pai e mãe nos dias de hoje tem relação com a educação dos filhos sem medo de ser rígido quando houver necessidade. "Há temor pelos pais de que os filhos se coloquem contra eles em uma separação ou conflito, e eles tentam evitar isso com comportamentos excessivamente permissivos", afirmou.
Alguns pais desenvolvem o medo de que os filhos se desenvolvam sozinhos. "Devido à violência, muitos pais de classe média e alta protegem excessivamente os jovens, que não entram em contato com as durezas da rua e da relação com os outros adultos ou jovens", apontou o especialista.
Essa nova geração de filhos está totalmente ligada às tecnologias e aponta para a internet, que pode ser usada como ferramenta para a construção de novas relações democráticas e plurais. "As novas tecnologias têm a capacidade de aprimorar a comunicação entre as pessoas e de difundir a informação, o que permite aos jovens conhecer o mundo muito melhor do que a gente em nossa época", avalia o profissional.

Mas é preciso cautela para que o mundo virtual não se sobreponha à realidade. E esta realidade é fundamental para o amadurecimento dos jovens. "A internet é um elemento cultural muito importante e cabe aos pais aprender a lidar com ela em casa. Cada família encontrar seu jeito de lidar com ela, assim como aprenderam a lidar com os avanços culturais de outras épocas, como a imprensa, o carro, o telefone", concluiu Miguel Gomes.
Por Catharina Apolinário


Super Beijos!


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5 comentários

  1. Assunto delicado este. Uma linha muito tênue entre acertos e erros. Eu sou da linha mais disciplinadora, sem esquecer nunca do amor. Já o pai é mais permissivo. E para equilibrar isso também requer muita sabedoria e paciência. Beijos!

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  2. barbarooooooooooo..relamente antigamente era bemmmm mais facil... hoje a sociedade "dita moderna", só ve os direitos...e os deveres todos esqueceram...os filhos ganharam mais autoridade q os pais... os pais tem medo dos filhos... e é assim, q esses modernos pensam q as coisas vão melhorar? aqui em casa a coisa é diferente...ou melhor...aqui a coisa é igual a antigamente...quem manda sou eu, quem decide sou eu... os pais sao autoridade e não os filhos...
    e o lula ops a Dilma q mande me prender se não gostou... kkkkkk
    bjusss

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  3. Oi! Além de concordar em número, gênero e grau com o post, acrescento ainda mais: o que realmente falta nas família é Deus!!!
    Beijão!

    Mamiimari

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  4. Oi Alê!
    Realmente, as coisas mudaram, mas concordo com a Mariana, precisamos buscar em Deus a sabedoria pra educarmos nossos filhos e que Ele esteja no centro sempre do nosso lar, da nossa família.
    Beijinhos.

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  5. Esse post é um tema muito importante e ainda pouco debatido, principalmente por pais que tem filhos pequenos.
    Eles crescem
    Primeiro é preciso ser amigo sem deixar de ser pai e mãe
    A geração que passou foi mais amigo que pai e temos hoje uma falta de respeito pelo outro visto que os jovens tratam a todos como se fossem "coleguinhas" ou só mais um
    A função de pai e mãe é educar como pai e mãe, mas para isso podemos ser amigos e saber ouvir coisa que antigas gerações não faziam.
    Como educar uma nova geração?
    Vamos refletir sobre isso
    Cris Chabes

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