Camila direito

Crianças e redes sociais

quarta-feira, julho 22, 2015Camila Vaz



Primeiramente é necessário expor o conceito de criança e de adolescente:

ECA (Lei 8.069/90) – Art. 2º – Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

Vocês viram a história da menina de 11 anos, moradora de Maricá/RJ, que foi aliciada por um rapaz de 20 anos, por meio das redes sociais? 

Ela chegou a fugir de casa para se encontrar com ele, mas se arrependeu e conseguiu fugir. 

Todos os dias vejo pais e mães compartilhando histórias semelhantes. São casos de tentativa de aliciamento de crianças por meio de Facebook e Whatsapp. 

Isso não é nenhuma novidade pois sempre aconteceu casos semelhantes.  
Acontece que hoje em dia a facilidade é enorme, porque as crianças carregam seus celulares e tablets para cima e para baixo, muitas vezes com acesso à Internet. 

Sabemos que o correto é ter um diálogo aberto com as crianças, manter a vigilância constante e orientá - las a respeito dos perigos existentes na rede. 

Mas só isso seria o suficiente? 

É preciso que os pais entendam que crianças não possuem capacidade de discernir os perigos disfarçados de diversão e que eles correm um sério risco diante dos pedófilos e dos mal intencionados que perambulam nas redes sociais, em busca de suas presas fáceis. 

Não é possível ignorar a cultura tecnológica e sabemos que as crianças estão se conectando cada vez mais cedo. 

No entanto, muitos acabam acessando redes sociais incompatíveis com a sua faixa etária e adicionando pessoas desconhecidas. 

Além de informação e orientação por parte dos pais, é preciso que haja um acordo de confiança com os filhos,  vigilância irrestrita e compatível com a idade.

É necessário que os pais conheçam as senhas das crianças e limitem o acesso de acordo com a faixa etária. 

É possível também estimular o acesso a alguns sites que possuem função pedagógica, jogos cognitivos, excelentes para o desenvolvimento.

Esses são alguns cuidados essenciais  para a evitar que as crianças sejam expostas a abusos, bullying, assédio, pornografia e golpes. 

É melhor prevenir do que remediar. E lembre-se: quando se trata de criança, o melhor filtro é você. 

Camila Vaz
Advogada





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2 comentários

  1. Gostei muito do seu texto Camila.
    É verdade, precisamos estar atentos a tudo que nossos filhos acessam na internet.
    Aqui em casa divido o meu computador com a minha filha, ela tem 10 anos e sempre estamos a orientando. O computador que usamos não fica no quarto, mas num lugar estratégico, que posso ver o que ela está acessando quando estou na cozinha ou na sala.
    Por mais que a gente cuide, a confiança deles em nós e o diálogo são essenciais.
    Beijos querida e tudo de bom.

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  2. Obrigada por comentar, Cida! <3 bjs Camila Vaz

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