Adoção Dani Garcia

Historias felizes de Adoção

quarta-feira, julho 11, 2012O mundo da Dani


Quatro filhos e uma mãe. Conheça uma história de muita alegria.

“Passado não se recupera, reconstrói-se experiências a partir da dor, do erro. O passado é passado, e um presente cheio de afeto é semente de um futuro promissor!” (Bárbara)
Esta é a História da Bárbara, 31 anos, mãe do Kauã, 8 anos, da Karol, 6 anos, da Kamille de 1 ano e 7 meses e da Helena, de 1 ano e dez meses. Bárbara adotou seus quatro filhos, solteira.
“... Eu precisava ser mãe... Era um desejo muito antigo, muito refletido e acalentado dentro do meu coração. Mas problemas fisiológicos me impediam uma gravidez. E na minha cabeça, com tantas crianças precisando de uma família, era uma incoerência gastar rios de dinheiro em procedimentos tão incertos. Como filho pra mim é um laço que se constrói sempre, tanto faz se ele fosse gerado dentro do meu seio ou dentro dos meus sonhos!”.

Sem muitos questionamentos a responder, Bárbara conta que a decisão da adoção foi tomada somente por ela, e logo após, a família extensiva foi comunicada:

“a família foi comunicada da minha decisão. E tinham dois caminhos a seguir: me apoiar ou deixar de fazer parte da minha vida. Todos resolveram me apoiar e as crianças são muito queridas. Minha mãe é meu braço direito, mora comigo, e como sou solteira ela atua muito na educação das crianças, que passam as manhãs com ela.”

“Alguns amigos me acharam doida no início. Mas nada que uma conversa não os fizesse mudar de idéia. Minha família sempre me apoiou. Sabiam que eu estava madura e pronta para a maternidade”.

Segundo Bárbara, a adoção Monoparental é mais difícil de ser concretizada no dia a dia, mas não é impossível: “Eu sou solteira e mãe de quatro. A dificuldade está em não ter com quem dividir as responsabilidades. A gente sente que não pode faltar, não pode morrer, não pode adoecer. Mas isso nem sempre é possível... E quando acontece a gente percebe que amigos existem, e que Deus é Pai...” sorri.

Adotar quatro crianças é um plano antigo de Bárbara: “Eu sempre quis uma família grande. Irmãos? Porque não? Eles chegaram juntos, os três, e com a minha primeira, viraram quatro irmãos. Juntos já tinham um vínculo que se tornou ainda mais forte e marcante em nossa família. E nós não queremos esquecer o passado, mas colocá-lo em seu devido lugar: ontem. Para que o presente seja vivido e o futuro construído no hoje. As despesas foram pensadas. Hoje o orçamento é justo mas não nos falta o necessário. O luxo dispensamos, pois não faz bem mesmo a ninguém.”

Bárbara afirma que o vínculo biológico entre seus filhos não afeta a relação que eles constroem: “Sempre apoiarei, e farei tudo ao meu alcance para que reencontrem as pessoas do seu passado e possam aniquilar os fantasmas que por ventura os venham a perseguir. A família biológica jamais atingirá meu lugar de mãe no coração deles. Não preciso disputar um espaço que eles me deram por livre e espontânea vontade.

“Acho que todos nós temos direito sob a nossa própria história. E mais, construo minha relação com eles tendo a verdade como alicerce. E se um dia eles quiserem ir atrás da família biológica, estarei com eles nesta busca.”

obre o período em que as crianças ficaram abrigadas, Bárbara conta que o maior trauma foi o da perda da individualidade: “quando chegaram tinham a auto-estima muito baixa. Como as roupas no Lar de Crianças tinham números, eles até hoje tem horror de ter números nas roupas e tenho que arrancar as etiquetas. O abrigamento foi muito difícil para os meus mais velhos, principalmente porque quando foram abrigados, foram para instituições diferentes, mesmo sendo irmãos, situação que durou cerca de 1 mês até que duas vagas na mesma instituição surgisse.Isso os deixou muito inseguros quanto ao futuro. Mas mesmo assim, foi no Lar de Crianças que pela primeira vez Karolyna comeu comida sólida (pois até os 4 anos a genitora só lhe fornecia leite), foi lá que eles receberam algum afeto e atenção. Eles tem muitas lembranças boas da instituição".

Quando recebeu o diagnóstico de sua filha caçula, se preocupou, mas buscou informação e tratamento: “quando percebi que ela não firmava, e diagnosticaram a debilidade muscular que talvez a impedisse de andar, chorei, e depois fui atrás de fisioterapia. Hoje ela anda, como qualquer criança de 1 ano e 7 meses, às vezes sem grande equilíbrio. A tireóide normalizou. Quando os três foram diagnosticados com sopro cardíaco, levei outro susto, mas estamos tratando. Simples assim!”.

Outra questão apontada por Bárbara sobre o abrigamento foram os valores negativos: “O que mais me incomodava era a questão da mentira. Aprenderam a mentir pra sobreviver, para não serem punidos, para despertar piedade. Aos poucos fomos entendendo que o único caminho é a verdade, e que nada que façam me vai fazer devolvê-los pois somos uma FAMÍLIA!!!! E as mentiras hoje são bem raras. E quando ocorrem, são punidas, com castigo em seus quarto para refletirem sobre o ocorrido”.

Para além disso, as crianças também trouxeram com ela valores importantíssimos: “meus filhos sempre foram profundamente amorosos, companheiros e amigos. A vida lhes ensinou, antes que eu chegasse, que eles precisavam um do outro”.

Na escola, os filhos de Bárbara estão vencendo seus desafios: “Dos meus quatro filhos, todos adotivos, duas são bebês (Kamille tem 1 ano e 7 meses e Helena tem 1 ano e 10 meses) e portanto não estudam ainda. Kauã, meu mais velho, que vai completar 8 anos esta cursando o segundo ano, é muito esforçado mas tem muita dificuldade de aprendizado e o raciocínio bem lento, e não ter feito o pré- escolar o atrapalhou muito, pois quando chegou em nossa família, com 6 anos e meio, sequer conhecia o nome das cores ou as vogais. Já a Karolyna é muito esperta, aprende com muita facilidade, está hoje com 6 anos e meio, sendo alfabetizada. Ambos estudam na mesma escola, particular laica.”

Bárbara continua trabalhando e revela que o tempo que dedica as crianças é satisfatório para ambos: “acho que a questão do tempo não é quantitativa e sim qualitativa. É lógico que a licença maternidade me ajudou muito. Estar em casa, disponível, os 6 primeiros meses, foi crucial para que as coisas se encaixassem, para que a gente criasse uma rotina que trouxesse segurança a eles e a mim. Sempre que posso estou com eles, sempre conversamos, lemos histórias, rezamos, brincamos. Mas não deixei de trabalhar. Nem posso, pois sou a única fonte de renda da casa".


Segundo Bárbara, o vínculo entre eles não foi imediato: “não foi amor à primeira vista. Embora a minha necessidade de ser mãe me impulsionasse a amar qualquer criança, eu os olhei e os acolhi. O amor foi construído no dia a dia. A certeza do vínculo mesmo veio quando eu fiquei doente e meu maior desespero não eram as dores que eu sentia, mas o pavor de deixá-los só. Aí eu me dei conta de que eu tinha mesmo, de fato, me tornado mãe na plenitude desta palavra tão pequena!”. E ainda que demandasse tempo, não houve sofrimento por isso: “Eu sabia que era questão de tempo. Fato é que nunca tivemos crises de relacionamentos. Apenas o amor foi nascendo e crescendo. Hoje somos tão unidos, tão família, que parece que sempre fomos família”.

Bárbara se sente realizada como mãe, e completa: “Somos muito felizes. Somos completos. Estamos juntos e isso é o que importa. Meu filho uma vez me perguntou: mãe Deus pode entregar a gente no lugar errado? Eu respondi: não sei meu filho, por quê? Ele me falou: porque eu acho que Ele me entregou na casa errada. Eu perguntei: e você tem raiva de Deus? Ele respondeu: não mamãe; sou agradecido por Ele ter corrigido e me trazido pra você, porque eu sempre fui seu filho! Eu com lágrimas nos olhos respondi: é Kakau, sempre fui sua mãe!”
Bárbara, mãe de quatro filhos, todos adotivos




Dani Garcia

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11 comentários

  1. Que linda a história da Bárbara.
    Muito amor, dedicação e superação.
    Fico feliz em ver que tem mulheres assim, com tamanho coração e força. Que Deus a proteja e aos seus lindos filhos.
    Beijos.

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  2. Nossa Uma lição de vida!!!

    Que Deus continue sempre abençoando muito essa família!


    Beijinhos

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  3. Lindo! Que Deus continue abençoando essa família, suprindo todas as suas necessidades. A história da Bárbara é um verdadeiro exemplo de AMOR! bjs Camila Vaz

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  4. Emocionante ... uma história que faz a gente parar para (re)pensar nas escolhas e no rumo que estamos dando para as nossas vidas!

    Uma verdadeira lição de amor!

    Parabéns!

    beijos, Má
    monmaternite.com

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  5. Muito linda essa estória mesmo. Realmente ser mãe é algo que vem do coração e não da gravidez. Afinal quantas mulheres conhecemos que engravidaram e não cuidam bem dos seus filhos? Parabéns pela atitude!

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  6. Emoção pura !!!
    Exemplo para uma nação.
    Bjks

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  7. Que bacana, linda história ;)

    beijos,

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  8. Que linda história...
    Crianças que são muito amadas...
    A se todos pensassem assim...
    Bjs

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  9. É uma alegria saber de histórias assim. Meus parabéns à Barbara. Beijos!

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  10. Que história mais linda!

    Eu sempre dizia quando adolescente que adotaria um filho, hoje tenho dois que são meus e meus planos mudaram um pouco por enquanto, porém quem sabe quando estiverem maiores e eu mais estabilizada não consiga realizar esse sonho que faz tão bem a tantas pessoas!
    Parabéns Bárbara!
    Você é uma pessoa muito iluminada!

    Abraço Cris

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  11. Venho te visitar e te desejar um fim de semana abençoado.
    Aguardo a sua visita. Aproveito para convidá-la a votar no Top 2012 em meu blog.
    Bju

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