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Natal e os conflitos familiares

terça-feira, dezembro 23, 2014Genis Borges

A articulista Rosely Sayão escreveu um artigo que deve servir de reflexão para todos os pais - "No natal,... além dos presentes, quase todas as crianças lembraram-se como uma coisa boa, da presença dos parentes que elas não veem com frequência: avós, bisavós, tias que moram distante etc. Alguns reclamaram de ceder o quarto para as visitas, mas a expressão facial deles não era de desgosto, não! Os adolescentes - ah, como eles são previsíveis! - afirmaram não curtir o Natal. Mas, a frase de um deles talvez possa representar a de muitos: "Na hora é tudo muito chato, mas depois que passa, fica uma lembrança legal". Arrisco a dizer que é a lembrança de pertencer a um grupo afetivo que, quer ela esteja de bom humor, que não, faz questão de sua presença. mas o que mais me sensibilizou nessas conversas, foram as falas de duas crianças e de duas adolescentes. O que ela têm em comum é o fato de seus pais serem separados. Uma das meninas chorou ao dizer que os pais brigam muito pra decidir com quem ela passará o Natal. O depoimento dos outros foi muito semelhante, com um mais contundente: "Odeio o Natal, porque desde sempre meu pais brigam pra ficar comigo". Teve também o da garota que disse que os pais querem que ela decida com quem passar a data, e que ela decidiu ficar com uma avó. Certamente não era isso o que ela queria, mas foi a maneira que encontrou de resolver um conflito muito intenso para ela".

Olhando de fora, fica difícil entender como os pais podem colocar os filhos em situações desse tipo. Mas, no olho do furacão que são os relacionamentos familiares, principalmente entre pais que não são mais casados, sabemos que muito do que eles fazem nem sequer é percebido por eles como perturbador para a criança ou o jovem.

Imagem Google

Precisamos respeitar o fato de que as crianças e jovens querem e precisam de sua família, quer eles demonstrem isso, quer não. Só na maturidade é que eles farão a escolha de continuar a pertencer e a frequentar seu grupo familiar, que eles não escolheram, ou romper e construir outro, por afinidade. Antes disso, os pais - separados, casados, recasados, em todas as situações - podem olhar para o filho e, se for o caso, sacrificar-se pelo bem estar dele, não é? 

Um Feliz Natal para todos.

Inspiração de Pr. Júlio César Rangel


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