Mamãe Camila

Escola do futuro ou do presente? Eu fiz a minha escolha.

sexta-feira, janeiro 23, 2015Camila Vaz



O período das aulas está prestes a  começar para uns e recomeçar para outros.

E como mãe de segunda viagem, com dois pequenos em idade escolar (2 e 4 anos), vou compartilhar com vocês alguns critérios que nortearam a minha decisão pela escola dos meus filhos esse ano.

Primeiro: não, não foi a opinião das pessoas. Afinal, o que é considerado bom para uma amiga pode não ser bom para mim. Foi a minha percepção do atendimento,  da forma como fui recepcionada e pela acessibilidade aos professores, coordenadores pedagógicos e diretores que contou pontos. Sim! Conversei (ou pelo menos tentei ) com todos eles em todas as escolas que visitei.

Segundo: não! Não foi o fato de ser bilíngue ou trilíngue, com câmeras, piscina ou milhões de recursos tecnológicos. Afinal, não tenho o menor interesse em criar poliglotas mirins. Se eles aprenderem BEM o português já me dou por satisfeita. Rs Apesar da escola escolhida ter sim, o ensino da língua inglesa, percebi que é bem leve, através de oficinas e sem pressão. Mas foi o espaço lúdico, iluminado, seguro e arejado que me encantou de verdade.

Quero cores e vida para os meus filhos. Quero normalidade e humanidade, algo que por sinal, anda escasso pelo mundo, inclusive nas escolas!

Terceiro: nananinanão!!! Definitivamente não foi o método A, B, C ou D que me conquistou. Provas para crianças no maternal? Testes semanais? Atividades para fazer em casa? Isso é preparar para o futuro ou privá-los do presente? Pelo contrário... Foi o ensino livre e dinâmico, onde a criança aprende brincando, colocando a mão na massa, dançando, pintando,  interagindo na sala de leitura e artes que determinou a minha escolha final.




Sabe gente, eu penso assim: não estou criando essas duas lindezas para serem robôs. Meus filhos são apenas crianças. Precisam aprender a gostar de aprender. Precisam de estímulo para descobrirem suas habilidades e preferências, por isso não quero que sejam pressionados antes da hora ou encaixotados num padrão pré-estabelecido que determine o futuro deles. 

A propósito: futuro? Não me venham com essa de futuro agora. Cada coisa no seu devido tempo...

Respeito opiniões contrárias à minha e posso inclusive, mudar o meu ponto de vista.

Espero ter feito uma boa escolha, afinal, sou apenas uma mãe imperfeita tentando acertar.


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2 comentários

  1. Aprender brincando também sempre foi meu foco na hora de escolher a escolinha. Ingrid já estudou em 4 escolas diferentes e uma coisa é certa, foi o melhor em cada momento.
    Beijos

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  2. Que escolha bacana, Camila! Concordo com você. No momento, estou a fim de que meu filho aproveite a infância, sem o peso de tantas obrigações...tenho ido de encontro ao que a maioria de meus amigos acham, mas, por enquanto, o ensino pesado, lotado de tarefas e abnegações não faz a minha cabeça. E, como você falou, posso mudar de opinião. Nesse fds encontrei a mãe de um dos melhores amigos do Dan na escola. Fiquei triste porque ela o tirou por achar o ensino "fraco". Na visão dela, era muita brincadeira e ela queria um ensino mais "puxado"...é uma opinião...mas, fico pensando ...se eu não permitir que meu filho brinque agora, quando será o momento? Enfim, é preciso ter um certo pulso para ir de encontro à corrente (forte). Até o momento, estou sendo firme e, amém, meu marido compartilha do mesmo pensamento!

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