“É só o amor, é só amor, que conhece o que é verdade, o amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece…..”
Durante minha adolescência ouvia muito as músicas do Legião Urbana e uma em especial tocava meu coração. Mas eu não tinha muita certeza do que era realmente o amor…
Era gostar de alguém? Era querer estar junto? Era sentir falta? Era ouvir uma música e lembrar? Sentir um cheiro e pensar em alguém? O que era mesmo o amor?
O tempo passou, muitas outras coisas aconteceram, me casei e a leitura escolhida para selar esta união foi a mesma da música que eu ouvia aos quatro ventos. Corintios 13. Mas a essa altura eu já acreditava saber o que era o amor, pensava que sim!
Então 4 anos depois o AMOR nasceu de mim! Acordou numa manhã de maio, como uma flor que desabrocha lentamente ao piscar dos olhos. Fez-se naquele momento o elo mais puro que pude sentir!
Davi, o Amado, nasceu e me fez descobrir o que o amor significa.
Foram dois anos intensos de entrega única. Até descobrirmos que o amor poderia se multiplicar em nossas vidas em forma de divisão!
Foi assim em meio a um turbilhão de novidades que chegou a pequenina Cecília, capaz de dividir e multiplicar nosso amor.
E aquela mãe que teve medo de não amar da mesma maneira, da mesma forma e do mesmo tamanho de amor, rendeu-se a um amor novo, um amor sem divisas e sem diferenças, que é tão igual e tão diferente. Pois ser mãe de menino é tão diferente do que ser mãe de menina. Não sei explicar, mas existe uma magia diferente no ar. Um sentimento misterioso que esta ali e você não pode vê-lo, nem toca-lo, nem senti-lo, mas ele está ali.
Muitas e muitas vezes fico a me perguntar se os amo de maneira igual, pois eles são tão diferentes. Será que eles medem meu amor?
Procuro sempre tratá-los do mesmo modo, mas sempre respeitando suas particularidades.
Sou uma mãe que pensa a frente. Crio meus filhos pro mundo, quero que sejam fortes e capazes de enfrentá-lo sem medo. Não posso criá-los numa redoma de vidro, pois ninguém vai passar a mão na cabeça deles o dia que eu faltar. Acredito que amar não é sufocar nem superproteger, e sim respeitar, instruir, instigar, incentivar.
Ser mãe de dois é um desafio diário, ainda mais, mãe de dois com idades assim tão próximas, e gêneros e gênios tão diferentes. Mas eu sou feliz assim, eles me desafiam todos os dias a ser uma pessoa melhor!
* Texto publicado inicialmente AQUI
Beijocas a todas!
Mamãe Cléo Moretti



















