Cris Chabes Educação de filhos

Morar na Irlanda Parte II

sábado, abril 30, 2011Cris Chabes

Queridas mamães estou contando um pouco da aventura do meu filho quando foi estudar fora do Brasil, portanto se você quiser conhecer a 1a. parte desta história segue link aqui.

Chegada em Dublim - Hora de testar o inglês. Passar pela alfândega, pegar um taxi e chegar na casa dos Sullivan. Conhecer a família e seu quarto e fazer o primeiro pedido: Please, can I call my family at Brasil?

Parecia que o dia não passava aqui no Brasil. "Eu já contei que chorei tanto que descobri uma receita ótima para diminuir olheiras pós choradeira “bolsa de gelo sobre as pálpebras” .

Quando o telefone tocou era por volta das 20 hs e do outro lado da linha o Sr Sullivan falando inglês. Meu marido, o único que falava inglês aqui estava no banho e eu comecei a gritar achando que era da imigração. De repente o Marcelo falou: OI MÃE, ACHO QUE O SR SULLIVAN FICOU SURDO. CHEGUEI BEM. QUANDO FOR NA CIDADE AMANHÃ OU DEPOIS TE LIGO. BJS

Na segunda feira ele deveria ir até a escola para finalizar a matricula fazer a prova de nível de inglês (estava tão bom, que no lugar do curso de inglês foi proposto a ele um curso de marketing) conhecer a cidade para já começar a procurar emprego.
É bom lembrar que antes da viagem pesquisamos (ele principalmente) muitas comunidades no Orkut onde jovens que estavam na Irlanda davam dicas de praticamente tudo (locais para procurar emprego, fazer curriculum, como conseguir passe de ônibus, preço de alimento, hospedagem e baladas claro!)
Para entender um pouco do que foi esse momento segue um texto escrito pelo Marcelo:


“Na casa dos Sullivan foi difícil acostumar com a comida da Ivone e deixar de comer o feijãozinho da mamãe todos os dias, rsrsr . Por outro lado, dividir o quarto com outra pessoa que eu nunca vi na vida e nasceu há milhares de quilômetros, longe do Brasil, numa ilha no sul da África (Mauritius) e que tem a cultura MUITO diferente da minha, foi muito louco também.

Logo nos primeiros dias fui num lugar onde me ajudaram a fazer meu currículo para conseguir emprego. Bati em milhares e milhares de restaurantes e praticamente qualquer porta que via pela frente. Era trabalho de garçom, kitchen porter (lavador de pratos), cleaner (faxineiro de restaurante, bar e etc... 
Tentar entender o sotaque deles foi muito difícil. Eu falava: “Sorry, repeat, please". Mas assim como aqui tem muita gente legal que tem a maior paciência com o estudante estrangeiro, principalmente se for brasileiro. (Irlandês tem um dos sotaques PIORES de se entender no mundo - é o que dizem todas as outras pessoas que viajaram pra outros lugares que falam inglês)
Começar a trabalhar numa coisa completamente diferente (dois meses antes eu estava participando de uma reunião apresentando um projeto para aumentar a eficiência econômica das concessionárias de caminhões e ônibus) e agora eu estava tomando “esporro” de um cara só porque eu peguei o prato errado na cozinha, ou servi a mesa errada (ordem de chegada dos clientes) foi difícil 
Depois fui trabalhar num hotel. A cozinha e salão de jantar eram “master blaster, ultra, mega luxuoso (coisa para milionários mesmo) algo que eu nunca havia chegado perto aqui no Brasil.
Uma vez trabalhei no Buffet de recepção do casamento de um jogador da liga principal de Dublim. Só tinha mulher gata. Trabalhei também em um evento no Jóquei Club onde cada garçom servia uma única mesa e a mulher do casal queria ficava falando que queria que a filha dela estivesse presente. Ganhei 100 euros de gorjeta neste dia. rsrrs
Também entreguei folheto na rua e no final da noite naquele puta frio tinha que sair pelo caminho para ter certeza de que ninguém havia jogado o folheto no chão senão tinha que pagar multa (eles são muitos educados na Europa isso dificilmente acontece).


Amigas vou continuar essas e outras aventuras no próximo post, mas antecipo a todas vocês que SÓ FIQUEI SABENDO DE TUDO ISSO QUANDO ELE RETORNOU PARA O BRASIL, É CLARO, NÃO TERIA SOBREVIVIDO UM ANO RSRSRSR


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12 comentários

  1. Cris, quando leio seus posts, fico imaginando cada cena, é incrível.
    Olha, tô ficando fã do Marcelo. Que menino forte, decidido, puxou a mãe??
    Lutando pra conseguir seu espaço...
    E ainda bem que não compartilhou com vc as histórias, pq senão teria voltado, com certeza!
    rsrsrs
    Beijos linda! ♥
    Genis.

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  2. Ei Marcelo, que legal!!!
    Nossa....que aventura hein, espero os próximos capítulos, pois fiquei imaginando tudo.
    Admiro a tua coragem e determinação, parabéns!
    Um abraço.

    Cris, com certeza você não poderia saber de tudo mesmo, senão o coração não ia aguentar..rsrsrs.
    Beijinhos amiga.

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  3. Rsrsrs É isso mesmo meninas, se soubesse da metade do que ele passou, com certeza não teria sobrevivido. Ia querer ir busca-lo.
    Muita coisa não contei pois senão o post ficaria muito maior e cansativo. Termino no próximo sábado.
    Beijocas
    O Marcelo vai gostar dos comentários de vcs.
    Beijocas
    Cris

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  4. Ah meu Deus!!! Imagino o seu desepero!! Não consigo ainda nem imaginar,sonhar, ficar tão longe assim do meu filhote!!!Dá frio na barriga só de pensar... mas sei que um dia ele terá que investir no futuro dele, juro que não vou interfeir na decisão, mas vou orar muito pra ele ficar mais por perto...rsrssr, Bjos amiga!! Bjos Marcelo, parabéns!!

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  5. cris adoroooooo seus posts,,,, aaaiiiiiiii fico me imaginando daqui uns anos com o davi, mas eu e o marido ja combinamos de começar a estudar ingles logo logo e quando o davi quiser fazer um intercambio, vamos junto kkkkkkkkkkkkkkkk

    bjusssss

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  6. Amiga, não deve ter sido nada fácil p/ você a distância...ainda bem mesmo que ele não contava os detalhes rsrs. Seu filho é realmente um menino muito responsável e toda essa experiência com certeza trouxe crescimento... mas vai explicar isso para o coração de uma mãe com saudades do filho rsrs
    *PS: adorei a receita para olheiras...
    beijinhos, Lauri

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  7. Olá meninas, retorno aqui depois de rir com os comentários da Dani. Eu também comecei a estudar inglês nesta época, mas pouco aprendia e ir até lá não era muito barato.. rsrsrs... mas vontade de ir a nado pelo oceano não faltou rsrsrsrsr.
    Quando o Davi começar a estudar inglês comecem junto com ele.
    O crescimento pessoal e profissional foi muito bom.
    Essa experiência dá uma upgrade no curriculum.
    Beijocas
    Cris Chabes

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  8. Ola maezona querida!

    Amo ler o que você escreve, ficarei aqui esperando os próximos capitulos...
    Eu já cheguei na noruega, maridão com muita saudades resolveu proporcionar uma segunda lua de mel, contarei no meu blog, de uma passadinha por la...bjs

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  9. Legal voce postar sobre esta incrivel experiencia do seu filho Cris.

    Tenho certeza de que para ele foi o momento mais marcante de sua vida, porva coragem e determinacao, pois sair do Brasil nao é mole nao.

    Pior é que quando o Jorginho estiver pronto para partir eu nem imagino qual será o seu destino. Nem quero pensar neste momento, hahahahahahahaha...

    Beijocas :)

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  10. Gente que incrível!!! É o tipo de experiência que soma e tráz aprendizado pra toda vida!!! Super admiro sua coragem!!! Mas penso tbém no coração apertadinho da Cris... Impossível não ter ficado né? bjos

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  11. Com certeza morar no exterior é uma experiência sem igual. Parabéns pelo post.
    A propósito se quiserem saber um pouco mais sobre a Irlanda, acessem nosso portal: www.brasileire.com - O portal dos Brasileiros na Irlanda.
    Abs, Marcelo.

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  12. que legal!! minha mãe mandou esse post pra mim. Curti os comentários...apesar da história não ter os detalhes mais pesados...rsrssrrs esses eu vou contando aos poucos (agora que acabou - por enquanto..vai saber ne) rsrsrs. Domingo tá chegando....e já deixo aqui com antecedencia um feliz dia das mães. Nada mais LOGICO que existir um blog só pra vcs... bjoss e continuem com o blog. Isso é demais. Quando seus filhos começarem a ler vão curtir ver estes depoimentos assim como eu curto ver hoje...rsrs. GUARDEM TUDO...bjos e um bom fds pra todas!!!

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