Mamãe Andréia

Os diferentes papéis dos pais na educação dos filhos

terça-feira, agosto 14, 2012Andreia Sales

Fonte: MdeMulher   

Aos poucos, os pais vão ocupando papéis diferentes na criação dos filhos. Para que a parceria na educação dos filhos seja bem-sucedida, o casal precisa chegar a um consenso

A entrada da mulher no mercado de trabalho está gerando muitas transformações na família. Aos poucos, os pais vão ocupando papéis diferentes na criação dos filhos. O novo compromisso do casal parece simples: a esposa passa a ajudar no sustento da casa e o marido colabora nos cuidados com as crianças. Mas, na prática, a situação não é tão fácil. Em geral, a mulher tem mais poder sobre a casa e a família e, apesar de sempre solicitar a colaboração do homem, ela pretende determinar o quanto ele deve se envolver nessas tarefas.

O homem, por sua vez, teme se desviar da condição de principal provedor econômico da casa. Na divisão das responsabilidades para com os filhos, portanto, entra em jogo uma negociação de poder na qual o pai e a mãe precisam chegar a um consenso sobre como deve ser sua atuação.
 
Estímulo sim, crítica não
Antes de o bebê nascer, os futuros pais manifestam o desejo de participar ativamente no dia a dia dele. Depois, começam a surgir ciúmes e disputas. Esses sentimentos são normais, mas vale a pena observar com atenção a forma de expressá-los, caso contrário, o desejo inicial de educar o filho juntos não vai se concretizar.
Respeitar as escolhas do parceiro e não fazer críticas à roupa que ele vestiu na criança, por exemplo, é um bom começo. Os problemas aparecem quando a maneira de atuação de um é desvalorizada pelo outro, enquanto a preocupação maior deveria girar em torno de um acordo sobre os valores a ser passados à criança.

Diferenças importantes
Desejar que as tarefas sejam repartidas meio a meio é uma expectativa irreal. Na prática, a participação dos pais se transforma dependendo das circunstâncias da vida de cada um. Nesse processo, não vale esperar que o outro adivinhe o que você gostaria que fizesse. Por isso, o melhor é comunicar os desejos com clareza.
Finalmente, é necessário conscientizar o pai da importância de também tomar conta dos filhos. As crianças se beneficiam disso, aprendendo a adaptar-se às mudanças, pois desenvolvem maneiras diferentes de se relacionar.

 

Esse foi meu recado de hoje.

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11 comentários

  1. Oi Andréia, gostei muito do texto.
    E concordo, não dá pra dividir muitas vezes tudo por igual. Cada família tem sua dinâmica e a partir das circunstâncias fazemos como fica melhor.
    Mas o importante é os dois participarem ativamente na educação dos filhos e no bom andamento do lar em geral.
    Beijos e tenha um dia abençoado amiga.

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  2. Oiii Andrea, excelente recado, por um período conciliar a forma de educar e de estar presente de um e de outro é complicado mesmo, até crescerem um pouco, depois as coisas se ajeitam melhor, tenho uma amiga que tem um filho unico adolescente e ela e o marido vivem em pé de guerra por causa da educação dele, ela prende demais e o pai solta demais, e o coitado é que está sofrendo, pior que eles não veem o mal que estão fazendo ao garoto! Complicado! Bjoooossss

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  3. Adorei o seu post! É muito importante chegar no consenso na arte de educar.
    Beijão
    http://compromissodemae.blogspot.com.br/

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  4. Andréia ... muito bom o post!

    Quando eu estava grávida, eu e papai conversamos muito sobre a forma de educar nossa filha, principalmente porque ele não teve pai e eu tive uma educação muito rígida e daquelas que tudo era um ping-pong entre meus pais para dar a palavra final!

    É fato que as famílias estão mudando os estilos de vida, e é preciso de adequar!

    Parabéns!

    Beijos, Má
    www.monmaternite.com

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  5. Muito bom o texto! Sem dúvida que os pais avançaram muito no que diz respeito à imersão na familia, deixando de ser apenas provedor (quase um figurante na relação) para protagonizar AO LADO da esposa o papel de educador! Cabe a nós mulheres delegarmos um pouco mais as funções e pararmos de achar que damos sempre conta do recado sozinhas. É muito bom compartilhar. Mas, entendo que jamais será de igual para igual...ainda ficamos com a maior parte da responsabilidade! Um dia, quem sabe...

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  6. Sempre pedi pra o meu marido isto: consenso pra educar. Que agente erre mas nada de julgar muito menos na frente dos filhos. Precisamos de apoio sim!!!! Cris

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  7. Ótimo texto!!!
    Eu e o marido conversamos muito sobre a educação da Catarina. Acho importante essa troca de opiniões. Educar uma criança é muito difícil e é muito bom dividir as preocupações, as inseguranças.
    Beijos
    minhamaternidade.blogspot.com

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  8. Andréia. É importante ter sabedoria para conciliar possíveis diferenças. Beijos!

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  9. Oi Andréa!Ótimo texto! Tem que ter mto diálogo entre os papais mesmo. Percebo que na maioria das vezes os papais deixam as broncas p/ a mamãe pq chegam em casa cansados do trabalho e não querem se indispor. Aqui em casa rola uma divisão bacana de responsabilidades pq os 2 trabalham fora... e graças a Deus tem dado certo. bjs Camila Vaz

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  10. Olá Andréia,
    Uma senhora que chamo de minha mãe falou uma vez assim:
    MÃE vem de MANHÃ enquanto que PAI vem de PAI lhaço, tirando a brincadeira, pois acredito em grandes pais, acho que ela quis dizer que a mãe não consegue ser tão firme quanto o pai, ou ainda é aquela que carrega o mundo nas costas mas na hora que o filho fica doente elas se desmoronam. Enquanto que o pai fica lá firme e ajuda a manter a sanidade do momento.
    É claro não podemos generalizar, mas pensamos diferentes deles e agimos mais com a emoção do que com a razão quando o assunto é nossos filhos.
    Belo post
    Beijocas
    Cris chabes

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  11. Queridas obrigada pelo carinho.
    Eu tenho um pai em casa que ajuda muito na educação do Samuel e na divisão das tarefas.
    Nem sei o que seria de mim sem esse apoio do meu marido que é fundamental.
    Beijinhos.

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