Cris Chabes emoção

Morar na Irlanda - Parte final

sábado, maio 07, 2011Cris Chabes



Para vocês que estão lendo esse post hoje, contei como foi quando meu filho Marcelo resolveu estudar e trabalhar fora do Brasil. Segue link da parte 1 e parte 2.

MORAR SOZINHO, LAVAR, PASSAR, COZINHAR E MOCHILÃO

Depois de um mês morando na casa da família Sullivan chegava a hora da mudança. Não estranhem é assim mesmo em todos os casos a família só recebe o estudante por 30 dias que é o período de adaptação ao novo país. O Marcelo já havia visitado diversos apartamentos onde moravam estudantes e acabou fechando contrato em um apartamento onde já moravam duas polonesas e um italiano (o grupo muda bastante, pois nem todos chegaram ao mesmo tempo o que significa que o período de permanência no país de cada um é diferente).

O apartamento tinha dois quartos, uma sala, um banheiro e cozinha pequena. Na cozinha tanto a geladeira como o armário eram divididos para 4 pessoas. Cada um que fazia comida deveria deixar as panelas e pratos limpos para o próximo que fosse usar. Claro que tinha vezes que eles faziam para o amigo, mas não era hábito, pois cada um compra sua comida, então não dá para ficar na cola do outro.

A comida daqui não é a mesma de lá, então ir ao mercado era uma aventura, pois não se encontra os mesmos produtos. Carne é um absurdo de caro. Só dá pra comprar um bife ou ¼ de carne moída (mais comum de porco) por semana. O melhor momento era quando se trabalhava de garçom, pois pode almoçar no local e a noite engana o estomago.

Lavar roupa que era minha preocupação foi tranqüilo já que ele levava em uma lavanderia onde lava e seca. Mas desde já antecipo as mamães (ninguém se preocupa em passar toda a roupa já que é frio e tudo fica escondido embaixo dos casacos.)
O Marcelo chegou na Irlanda em fevereiro e seu contrato com a escola encerrava em agosto, mas ele juntou dinheiro para renovar o visto e o contrato por mais 6 meses, por isso ele só voltou em dezembro.
Eu fiquei morrendo de saudades mas……Uma forma de “vê-lo e enganar” a saudades era pelo computador via MSN ou SKIPE. Cheguei a queimar arroz só para ficar vendo ele do outro lado do monitor.

No final de novembro ele concluiu o curso, se desligou do emprego, deixou suas coisas na casa de um amigo brasileiro que estava lá e partiu para um mochilão (Londres, Barcelona, Roma, Suécia) antes de voltar para o Brasil.
Então o dia do retorno ao Brasil enfim chegou.
Meu coração não cabia dentro do peito.
O painel no aeroporto anunciava que o vôo estava em pouso.
Meus olhos fixavam o portão de desembarque.
Meu filho Rafael ao meu lado estava na mesma expectativa.
De repente, ele surge com um sorriso maravilhoso e no seus braços eu desabei a chorar.
Ainda me lembro de suas palavras: QUE É ISSO VÉIA TÁ EMOCIONADA! EU VOLTEI PRA CASA.

Posso dizer do fundo do meu coração, que foi uma experiência maravilhosa para o Marcelo, mas foi uma experiência mais que divina para mim, pois confirmou o que eu já sabia: Meus filhos são o melhor presente que Deus me deu.

Se alguém quiser saber sobre as aventuras neste mochilão segue o link: chabesdemochila.wordpress.com


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5 comentários

  1. Ola querida,

    Adorei a "aventura" do seu filho...O que a gente não faz por nossos herdeiros em? Abrimos mão para que eles estudem, cresçam, se desenvolvam em outro país e etc, mas vale para experiência...Por isso concordei em vir pra Noruega, pois sei que meu filho terá ótimas oportunidades.
    A Suécia é aqui perto, mais um pouco ele visitaria a Noruega não?

    Parabéns pelos ótimos filhos!

    Feliz dia das mães cheio de realizações!

    Bjão

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  2. =) Que filho aventureiro! deve ter trazido consigo uma ótima experiência, altos e baixos que o fez amadurecer.

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  3. Nossa Cris, que delícia ser até o final essa aventura.
    Que alegria indescritível é a chegada de um ente querido não é mesmo? Ainda mais sendo esse um FILHO!
    Vou com certeza lá ler a aventura desse mochilão.
    Beijos e um Feliz dia Das Mães pra Você!!!

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  4. Cris,
    Adorei acompanhar as aventuras de seu filho e te conhecer melhor como mamãe.
    Sou sua fã.
    Beijos,
    Genis ♥

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  5. Cris, deve ter sido uma emoção muito grande mesmo a chegada do seu filho!
    Depois de tantas experiências ele deve ter voltado diferente de quando partiu, mais maduro, com mais experiência de vida...
    Gostei muito de acompanhar toda história!
    beijinhos, Lauri

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